Conforme apurou o Valor, quatro empresas se interessaram pelos ativos: as multinacionais PepsiCo, Bunge e Campbell e a brasileira M. Dias Branco. Essa última, líder do mercado de massas e biscoitos no país, ofereceu R$ 495 milhões pela companhia, oferta que foi prontamente rejeitada.
As quatro concorrentes realizaram “due diligence” na Marilan em novembro. A PepsiCo foi a que mais se dedicou a estudar os ativos, mas a Bunge foi a que mais chegou perto do que estava sendo pretendido pelos Garla, segundo apurou o Valor.
“Agora a empresa fica em uma situação delicada, porque alguns dos seus principais concorrentes, como a M. Dias Branco [dona da Adria] e a PepsiCo [que comprou a Mabel] conhecem detalhes do seu negócio”, diz uma fonte. A Marilan é a quarta maior fabricante de biscoitos do país, depois de M. Dias Branco, Kraft e Nestlé. Em 2010, a empresa registrou vendas líquidas de R$ 380,9 milhões, com prejuízo de R$ 12,8 milhões. Os números de 2011 ainda não foram divulgados, mas o Valor apurou que o prejuízo da fabricante deve aumentar para R$ 16 milhões no exercício.
Segundo informou o Valor em reportagem de 9 de fevereiro, a família Garla buscava um plano B para a Marilan. Se não conseguisse pelo menos R$ 600 milhões pelo negócio, os Garla iriam renegociar as dívidas, que estão entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões, além de levantar capital de giro para continuar tocando os projetos. Por Daniele Madureira
Fonte:Valor24/02/2012
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