Em 2011, a maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do Brasil viu seu lucro líquido diminuir 67%, somando R$ 183 milhões.
A Klabin reportou lucro líquido R$ 122 milhões no quarto trimestre de 2011, valor 46% inferior ao ganho de R$ 225 milhões apurado um ano antes.
Mesmo com a queda verificada em ritmo anual no último trimestre, o resultado foi positivo, uma vez que a empresa conseguiu reverter o prejuízo de R$ 243 milhões registrado no terceiro trimestre de 2011.
Os números, no entanto, demonstram a dificuldade enfrentada pelo setor de papel e celulose no ano passado, “marcado pela desaceleração global, queda nos preços do kraftliner e intensa volatilidade no câmbio”, destacou a Coinvalores em relatório assinado pela analista Sandra Peres.
A receita líquida chegou a R$ 994 milhões nos últimos três meses do ano, um aumento de 7% face a igual época de 2010. Em 2011, a receita líquida cresceu 6%, para R$ 3,8 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 30% frente ao quarto trimestre de 2010, para R$ 359 milhões.
O desempenho reflete o ganho de R$ 40 milhões com a alienação dos ativos de Del Castilho (RJ). Excluindo-se esse efeito não recorrente, o Ebitda ajustado do período totalizou R$ 319 milhões.
No ano passado, o Ebitda atingiu R$ 1,077 bilhão, valor 12% superior ao observado em 2010.
Os investimentos em 2011 totalizaram R$ 883 milhões, sendo R$ 428 milhões correspondentes à compra de 51% da Vale do Corisco.
A aquisição, realizada em novembro no estado do Paraná, acrescentou 31 mil hectares à área de florestas plantadas da Klabin, encerrando 2011 com 243 mil hectares, sendo que destes, 110 mil hectares estão disponíveis para novos projetos industriais.
Por meio de relatório, a Coinvalores reiterou o parecer de “manter” para os papéis KLBN4, considerando o perfil de endividamento da empresa.
O endividamento líquido consolidado totalizou R$ 2,7 bilhões, comparado a R$ 2,1 bilhões em 31 de dezembro de 2010, influenciado pelo efeito apreciação do câmbio sobre a parcela da dívida em moeda estrangeira e pelo desembolso de R$ 428 milhões com a aquisição da Vale do Corisco.
A relação dívida liquida/Ebitda que era de 2,2 vezes no final de 2010, subiu para 2,5 vezes em 2011.
Micheli Rueda – Brasil Economico
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