BNDES administra a carteira do Fundo Clima

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começará a operar este ano linhas de financiamento com condições especiais para projetos relacionados à redução de emissões de gases de efeito estufa e o desenvolvimento de novas tecnologias de adaptação às mudanças climáticas. Os recursos virão do Fundo Nacional Sobre Mudanças do Clima, que acumula R$ 560 milhões.
O BNDES foi escolhido pelo Ministério do Meio Ambiente para administrar a carteira de crédito reembolsável do Fundo Clima, composto por uma parcela de 60% do valor de Participações Especiais  da exploração de petróleo no País recebido pelo ministério. A intenção é estimular investimentos privados e de governos municipais e estaduais em empreendimentos ou pesquisas aplicada.
Dos R$ 230 milhões acumulados no fundo em 2011, R$ 30 milhões foram destinados a um programa de apoio financeiro não reembolsável operado diretamente pelo ministério. Os R$ 200 milhões restantes serão somados aos R$360 milhões que serão aportados no fundo este ano para operações administratadas pelo BNDES. O fundo poderá captar até R$ 750 milhões por ano das participações especiais do petróleo, mas poderá elevar esse teto com doações de outros segmentos, como empresas, entidades e governo de outros países.
fundo é um dos instrumentos do governo brasileiro para cumprir o compromisso voluntário do País com a redução  entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono projetadas até 2020, assumido na convenção sobre o clima de Copenhague na Dinamarca…
Com as linhas do Programa Fundo do Clima, o BNDES oferecerá taxas de juros ainda mais vantajosas do que as  tradicionais do banco. Para projetos de geração de energia solar, por exemplo, o banco oferecerá taxas entre 2,5% e 5,6% ao ano, com redução de quase 5 pontos porcentuais em relação às taxas usuais do banco. Há ainda taxas reduzidas para projetos relacionados a transporte urbano, carvão vegetal,combate à desertificação, disposição e reaproveitamento de resíduos, energia renováveis dos oceanos, biomassa e eólica.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que  o programa será um instrumento a mais do banco para incentivar o desenvolvimento de tecnologias que ajudam a aumentar a competitividade do Brasil num ambiente econômico de crescente valorização da redução do teores de carbono. Ele citou como exemplo o interesse do governo no desenvolvimento de veículos  elétricos. “ No primeiro momento, o custo de desenvolvimento de novas tecnologias é alto. Com a produção em escala, o preço cai, mas há um período de indução à inovação e o fundo é uma ferramenta para fazer isso com uma taxas mais baixas”, disse.


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