Em 2011, o Banco do Brasil surpreendeu o mercado financeiro ao ultrapassar o Bradesco no ranking de repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no segmento voltado para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O Bradesco caiu para a vice-liderança da lista depois de manter a primeira colocação durante nove anos seguidos. O Itaú Unibanco manteve o terceiro lugar, seguido pelos bancos Volks, Safra, Mercedes-Benz, DLL Brasil, Volvo, Fiat e Caixa, que fecham a relação dos dez maiores agentes financeiros da instituição de fomento.
De um total de R$ 48,9 bilhões desembolsados às MPMEs no ano passado, valor 8,7% acima dos R$ 45 bilhões de 2010, o BB respondeu por R$ 10,5 bilhões, o Bradesco por R$ 10,2 bilhões e o Itaú Unibanco por R$ 6,9 bilhões. Os três juntos repassaram mais da metade desses créditos indiretos. Edmar Moret, chefe do Departamento de Suporte e Controle Operacional da área de Operações Indiretas do BNDES, atribuiu a excelente performance do BB ao cartão BNDES, criado em 2003 e instrumento financeiro que mais alavancou os empréstimos às MPMEs em 2011.
No ano passado, os recursos liberados via cartão somaram R$ 7,6 bilhões ante R$ 4,3 bilhões em 2010, um avanço de 76% no período. Do total de repasses via cartão, 70,5% foram para microempresas, 21,1% para pequenas e 8,4% para médias. O BB foi o líder nessa modalidade, repassando R$ 4,9 bilhões ou 64,4% do total liberado via cartão BNDES. O Bradesco aparece a seguir, com R$ 2,4 bilhões. O Itaú Unibanco só começou a trabalhar com o cartão no fim de 2011, operando repasses de R$ 28 milhões no período. Banrisul e Caixa também são emissores do cartão.
Com limite de crédito de até R$ 1 milhão por unidade, prestações fixas, até 48 meses para pagar e taxa de juros de 0,97% ao mês (janeiro de 2012), o cartão do BNDES é totalmente desburocratizado. Todas as transações são realizadas pelo portalwww.cartaobndes.gov.br, onde fornecedores disponibilizam 183 mil produtos e serviços.
Da base atual de 479 mil cartões, 130.485 foram emitidos em 2011. O volume de emissões cresceu 38% sobre 2010. O BNDES opera com esse produto em 5.202 municípios brasileiros, cerca de 94% do território nacional, o que para o BB representa uma vantagem devido à capilaridade de sua rede de agências no país. Marcio Hamilton, diretor de crédito do BB, reconhece que o cartão BNDES foi “determinante” para o banco conquistar a liderança nos repasses para as MPMEs.
O segmento registrou uma evolução de 36,5% em relação a 2010, totalizando R$ 10,5 bilhões em desembolsos, o que dá ao BB uma fatia de 20% do mercado. Para 2012, o banco espera manter a posição conquistada, com a expansão no volume de negócios para o segmento MPME. As projeções do BB levam em conta uma recuperação do crescimento da economia, depois de andar de lado em 2011, influenciada pela crise da União Europeia (UE) e pelo fraco desempenho dos Estados Unidos.
O fraco desempenho do PIB brasileiro provocou reflexos nos desembolsos do BNDES em 2011, que caíram de R$ 168 bilhões para R$ 138 bilhões. O resultado geral do BNDES, porém, não afetou as linhas de crédito para as MPMEs. Pela primeira vez,elas responderam por 36% de todo os recursos liberados pela instituição pública -o que é um recorde.
Fonte: valor on line
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