SÃO PAULO – O BNDESPar fechou a captação de R$ 2 bilhões com uma emissão de debêntures. O braço de participações do banco federal conseguiu reduzir a taxa que pagará aos investidores pelos papéis, mas não exerceu os lotes adicional e suplementar, que poderiam elevar a oferta para R$ 2,7 bilhões.
A emissão possui três séries: na primeira, com remuneração prefixada e prazo de quatro anos, o BNDESPar captou R$ 409 milhões, pagando uma sobretaxa de 0,50% – abaixo do teto de 0,70% – sobre o contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2017, que fechou ontem a 10,67% na BM&FBovespa.
A segunda série, que também possui vencimento em quatro anos, mas é atrelada à taxa de juros de referência (TJ3), fechou em R$ 302 milhões e com sobretaxa de 0,55%, também abaixo do limite de 0,70%.
O BNDESPar emitiu um total de R$ 1,289 bilhão em debêntures da terceira série, corrigidas pelo IPCA e com vencimento em sete anos. A sobretaxa caiu de 0,70% para 0,50%, mais a variação da NTN-B com vencimento em agosto de 2020, cuja taxa indicativa no dia 3 de abril era de 4,8999%.
As chamadas “pessoas vinculadas” – ligadas aos bancos coordenadores ou ao emissor – foram incluídas na operação, um sinal de que a demanda pelas debêntures não chegou a superar a oferta em mais de um terço. No varejo, os pedidos dos investidores foram atendidos integralmente.
A captação do BNDESPar é a segunda a seguir as regras do Novo Mercado de Renda Fixa, iniciativa da Anbima para aprimorar a transparência e estimular as emissões de títulos privados de longo prazo. O Itaú BBA é o coordenador líder da oferta, e atua ao lado de BB Banco de Investimento e Bradesco BBI.
(Vinícius Pinheiro / Valor)
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