Startup Brasil Plano TI Maior

O governo publicou no dia 30/11, o edital para a seleção de até seis “aceleradoras” que serão responsáveis pelo financiamento de empresas iniciantes em tecnologia, parte da política desenhada no Plano TI Maior, que tem o objetivo de fomentar a indústria nacional de software.

Batizado de Startup Brasil, essa vertente do plano foi lançada oficialmente pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, em São Paulo. Diferentemente de um projeto de incubadora de empresas, o objetivo é apoiar iniciativas um pouco mais amadurecidas, mas que ainda não estão no mercado.

De início, empresas, ou consórcios, serão escolhidas para funcionar como as tais aceleradoras. Haverá incentivos públicos, mas as aceleradoras também devem trazer recursos próprios, visto que a participação de fundos de capital de risco (venture, investidor-anjo, etc) será um dos critérios para a seleção – a experiência dos executivos envolvidos será outro.

A ideia do MCT é que essas aceleradoras tragam consigo o que chama de “ecossistemas” ligados a alguma vertente dos setores instigados – defesa, saúde, petróleo e gás, telecom, computação em nuvem, aeroespacial, etc. Em princípio, a preferência é para a especialização – ou seja, aceleradoras que busquem atirar para todos os lados são menos desejáveis.

Com a definição das aceleradoras, parte-se para a seleção das startups inovadoras a serem incentivadas. Nesse caso, a disputa será mundial. Cada uma delas – a ideia é chegar a 150 em três anos – poderá receber ate R$ 200 mil em recursos públicos, no caso via CNPq, além dos aportes privados. A tônica, aqui, são resultados, que precisam aparecer em até 12 meses.

Nesse período, cada startup deve ter condições de apresentar sua solução inovadora, primeiramente aos participantes das aceleradoras e depois a terceiros interessados. Se houver sucesso, ou potencial para tal, muito bem – e novas sociedades devem ser organizadas. Mas se em 12 meses o projeto não avançar, a fila anda para uma nova startup.

As aceleradoras, portanto, terão a oportunidade de escolher em primeira mão negócios com potencial. Parte da remuneração inicial será pela parcela de ganhos a ser “retirada” da startup – mas o tamanho dessa fatia também é critério de seleção das aceleradoras, pois quanto menor a mordida, melhor a pontuação na escolha. A expectativa é de que, em média, um terço das startups “vinguem” – o MCT trabalha com a taxa de sucesso desse tipo de investimento de risco verificada em outros países, da ordem de 30% a 35%.

fonte: MCTI


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