Corinthians pode trocar de banco para liberar dinheiro do BNDES e impedir paralisação da obra do Itaquerão

Corinthians deve trocar de banco para conseguir liberar dinheiro do BNDES e impedir paralização das obras do Itaquerão. O Banco do Brasil, com quem a Odebrecht e o Timão negociam para ser agente repassador da verba, cobra garantias que a construtora não quer oferecer, emperrando a chegada do dinheiro aos cofres para dar continuidade à construção da Arena Corinthians.

Segundo informação publicada nesta quarta-feira (13) pelo jornal Folha de S. Paulo, a Caixa, parceira do Corinthians, pode ser a substituta do Banco do Brasil, facilitando a liberação.

Pesa contra a intenção da construtora e do Timão o fato de a Caixa já ter sido procurada. Na época, a negociação entre o trio não avançou.

O Banco do Brasil exige garantias “palpáveis” para liberar o dinheiro do BNDES para a construtora. Sem essa fiança, o recurso continuará emperrado e pode levar à paralização da obra, como revelou o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, no fim de semana.

Apesar de o dirigente ter feito manifestações públicas a fim de pressionar para uma liberação, a atitude não convenceu o governo federal, que deixou o Banco do Brasil à vontade para vetar a liberação do dinheiro por falta de garantias.

O BNDES liberou R$ 400 milhões para a construção do Itaquerão, que será usado para a abertura da Copa do Mundo. O estádio tem custo estimado em R$ 820 milhões, o restante do dinheiro virá de CID (Certidões de Incentivo ao Desenvolvimento) cedidos pela Prefeitura de São Paulo.

Com mais de 60% das obras, a Arena Corinthians tem previsão de entrega para dezembro de 2013.


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