A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento para a Fibria Celulose, no valor de R$ 167,7 milhões, destinado a recuperação de 21 mil hectares de mata atlântica nos Estados da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais.
Trata-se do maior projeto de restauração florestal em curso no Brasil. Os recursos serão desembolsados por meio da linha de financiamento BNDES Florestal, criada pelo Banco para apoiar o reflorestamento, a conservação e recuperação florestal de áreas degradadas ou convertidas, e o uso sustentável de áreas nativas na forma de manejo florestal.
O projeto agrega componentes de inovação em Engenharia Florestal. Além das técnicas tradicionais já consagradas, serão desenvolvidos modelos experimentais de restauração, como a semeadura direta e a utilização de espécies nativas de valor comercial visando sua aplicação na geração de renda a partir do manejo florestal sustentável de reservas legais.
Os investimentos vão criar cerca de 600 empregos diretos ao longo dos cinco anos a partir do início do projeto. A execução física começou em 2011 e terminará em 2019, incluindo o prazo de manutenção da área reflorestada.
O primeiro passo na restauração será o diagnóstico, que determinará, para cada área, a ação de recomposição a ser nela aplicada, de acordo com quatro técnicas: o plantio total, o adensamento, o enriquecimento e a condução da regeneração natural.
As sementes serão fornecidas por empresas da região. As mudas virão de viveiros do eixo Bahia – Espírito Santo – Minas Gerais, escolhidos por um processo concorrencial composto de análise técnica e comercial.
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