Cisco inaugura Centro de Inovação no Brasil

A Cisco Systems, líder mundial em Tecnologia da Informação (TI), anunciou nesta quinta-feira (22/8), no Rio de Janeiro, a abertura do primeiro Centro de Inovação para criar soluções que atendam às necessidades do mercado brasileiro. A inauguração faz parte do plano da companhia norte-americana de investir US$ 500 milhões nos próximos quatro anos no País.

O presidente mundial da Cisco, Rob Lloyd, explicou que o empreendimento pretende atrair parceiros no desenvolvimento de soluções locais nas áreas de saúde, educação, mobilidade, petróleo e gás, desenvolvimento urbano, esporte e entretenimento, gestão de eficiência e segurança pública. O objetivo é tornar o mundo conectado, mas não apenas computadores, telefones e televisores. “Isso representa apenas 1% do que pode ser conectado. Estamos focando os outros 99%”, disse ele.

Presente no evento, o presidente da FINEP, Glauco Arbix, destacou que a entidade propôs uma parceria com a Cisco para criar fundos específicos de desenvolvimento e pesquisa. “Nós conseguimos um valor de R$ 56 bilhões em demandas desde 2012, para 1.904 empresas inovadoras. Não quer dizer que todas vão vingar, é possível que esse número recue um pouco porque nem todas sobreviverão. Ainda que a gente saiba que o percentual médio de sobrevivência é de 40%, se apenas 10% renderem, são R$ 6 bilhões de investimentos em inovação. Os projetos são na área de etanol, óleo e gás, sustentabilidade e defesa. Estão em linha com o que se propõe para o Centro de Inovação da Cisco”, afirmou.

Segundo Arbix, a FINEP vem multiplicando seu orçamento para atender à demanda crescente de projetos inovadores. “Se a Cisco tem intenção de construir empresas inovadoras a partir de parcerias e investidores, a FINEP se coloca à disposição para criarmos um fundo juntos”, ressaltou. A ideia foi bem aceita pelos dirigentes da Cisco.

A unidade encravada no centro do Rio de Janeiro é a primeira da empresa, sem precedentes nem mesmo nos EUA. “O que temos são incubadoras. Isso aqui é único. Em seis meses, teremos as ideias. Em um ano, soluções já comercializadas. E em dois anos, companhias criadas como resultado da incubação, quem sabe, já exportando para o mundo”, estimou Rob Lloyd.

O presidente da Cisco no Brasil, Rodrigo Dienstmann, declarou que mesmo as operadoras de telefonia clientes da Cisco recebendo em reais e pagando em dólares por suas tecnologias, são as inovações que garantem maior produtividade ao setor. “Nossos produtos estão sujeitos às variações cambiais, mas não desanimamos porque o efeito é tático e não estratégico. Ou seja, geramos mais receitas para nossos clientes”, disse. Lloyd fez questão de afirmar, contudo, que nenhuma operadora de telefonia procurou a Cisco para renegociar contratos nos últimos seis meses em função da variação cambial. “Nós deixamos elas mais eficientes, com mais tecnologia”.

O secretário nacional do Ministério do Desenvolvimento, Nelson Fujimoto, que representou o ministro Fernando Pimental na inauguração do Centro, salientou que o projeto é fundamental para o espírito de empreendedorismo e inovação do País. “Dialoga muito bem com o a política de incentivos às start ups desenvolvida pelo governo, que continuará sendo parceiro deste projeto”, disse.

A iniciativa é parte do pacote de investimentos da Cisco no Brasil divulgado em abril de 2012, quando foram anunciadas quatro ações estratégicas: abertura de um centro de inovação da Cisco no Rio de Janeiro; investimentos em um fundo de Venture Capital focado na tecnologia da informação no Brasil; expansão da produção local; e acordos de propriedade intelectual e parcerias com empresas e entidades brasileiras para o codesenvolvimento de inovações para melhor atender ao mercado.

(Com informações do Correio Braziliense e da Cisco)


Comentários

Deixe um comentário