BRASÍLIA – Uma aceleração na abertura comercial poderia tirar 6 milhões de pessoas da pobreza no Brasil, aponta o Banco Mundial. De acordo com a instituição, um movimento de diminuição unilateral de tarifas teria como efeito a elevação dos níveis de emprego de forma permanente no país.
As conclusões estão no relatório “Emprego e Crescimento – A Agenda da Produtividade”, lançado nesta quarta-feira, que destaca que os fluxos comerciais representavam menos de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e que o país era um dos menos abertos entre as grandes economias do mundo, fruto de política “altamente intervencionista e protetora”. Para o organismo, a falta de concorrência decorrente de falha na integração dos mercados internos e externos é uma das principais razões para a baixa produtividade local.
“O Brasil tem muito a ganhar com reformas comerciais coordenadas em nível do Mercosul: um crescimento de 7% e 6,6% nas exportações e importações, respectivamente, um aumento permanente do PIB em cerca de 1% e mais de 400 mil novos empregos”, diz o texto. “Reduções de tarifas e de barreiras não tarifárias sobre importações aumentariam os rendimentos reais das famílias, inclusive entre os 40% mais pobres da população, por meio de preços mais baixos para o consumidor e mais empregos com salários mais elevados”, acrescenta o documento.

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