A era turbulenta da ex-dona do mercado de impressão não termina. A Xerox desistiu de acordo de US$ 6,1 bilhões de dólares com a Fujifilm, em uma vitória para os acionistas Carl Icahn e Darwin Deason.
A vitória dos investidores bilionários deixou a companhia japonesa ainda mais atrás sobre qualquer nova negociação com a Xerox, embora a empresa não esteja totalmente fora do páreo, agora que a Xerox deverá ser colocada à venda em um leilão pelo maior preço.
As duas companhias tinham concordado em janeiro em fazer uma complexa fusão em que a Xerox seria incorporada pela joint-venture Fuji Xerox, atualmente controlada pela Fujifilm. O acordo fez Icahn e Deason, que detêm 15% da Xerox, argumentarem que a companhia norte-americana estava sendo subvalorizada.
O anúncio do negócio com a Fujifilm aconteceu no começo de fevereiro. Há anos a Xerox mergulhou numa crise. Se acontecesse o negócio com a Fujifilm pelo menos 10 mil funcionários seriam demitidos, conforme agências internacionais noticiaram à época do anúncio da transação.
A operação brasileira – comandada por Ricardo Karbage desde 2012, apesar de ainda ser vista como a maior da América Latina, perdeu muito espaço. No ano passado, a fábrica em Ilhéus, na Bahia, foi fechada. A fábrica de Resende, no Rio de Janeiro, já tinha sido desativada no começo da crise.
*Com Agência Reuters
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